O encontro dedicado ao tema da (des)colonização e da luta pelo comum deu continuidade às atividades desenvolvidas no encontro sobre acumulação primitiva, avançando para o debate trazido por Silvia Federici em Calibã e a bruxa, no qual ela entende que o comum é a mais antiga forma de organização e reprodução sociais.
O material base para a discussão foi uma retrospectiva da figura do Calibã, o "rebelde colonial", ao longo de algumas interpretações clássicas (a peça A tempestade, de Shakespeare; Calibã e outros ensaios, de Roberto Retamar; e Une Tempête, de Aimé Césaire), em diálogo com a recuperação feita por Silvia Federici.
Acompanhamos a autora sobre como o capitalismo se construiu através da destruição dessas relações comunais pela colonização, colocando essa reflexão em contato com os debates sobre descolonização e sobre os movimentos de resistência em prol do comum. Para o encerramento, exibimos e debatemos o curta "Um minuto para uma imagem (mulher argelina por Marc Garanger)", de Agnes Varda.
Bibliografia básica: capítulos 3 e 5 do livro.
Parte do roteiro
Partimos das dúvidas em terminologia surgidas com a leitura do roteiro de Ilha das Flores para percorrer um breve glossário do audiovisual.
Retomamos a estrutura de cada um dos curtas assistidos ao longo da oficina (Probabilidade, Apelo, Babás, 1 minuto... e Ilha das Flores) comparando o modo como cada curta se estruturava em termos de ordem da narrativa e relação entre som e imagem.
Em seguida, analisamos o caminho do argumento até o roteiro, passando pela escaleta e pela construção das cenas.
Focamos na estrutura das cenas para roteiro e terminamos o encontro exercitando em grupos a escrita de cenas partindo das imagens geradoras apresentadas pelxs presentes no encontro anterior.
Apresentações